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 Grego Antigo 1
Página de divulgação     
Grego Antigo: Uma Nova Abordagem    Prefácio à Primeira Edição (1978)
autor: Carl Ruck

"Quando alguém que aprendia geometria com Euclides1 finalmente dominou o primeiro teorema", como Estobeu2 relata, "perguntou a seu professor, 'Qual é a vantagem para mim em aprender isso?', Euclides chamou seu escravo e disse: 'Dê-lhe um níquel, garoto, já que ele precisa ter algum proveito com o que aprende' ".

Nós talvez estejamos tão entorpecidos quanto o aluno do geômetra quando perguntamos porque deveríamos estudar grego. As respostas tradicionais, é óbvio agora, falharam em convencer-nos. Pode ser que nosso vocabulário inglês se beneficiasse pelo conhecimento das raízes gregas, mas certamente seria mais eficiente estudar ou as raízes gregas ou o vocabulário inglês. Pode ser que a gramática inglesa fosse mais fácil de aprender se tivéssemos um conhecimento de sintaxe clássica, mas, de novo, seria mais eficiente aprender gramática inglesa do que se aventurar nas complexidades de um sistema lingüístico inteiramente novo.

Como é difícil, por exemplo, encontrar dativos em inglês ou interpretar algumas locuções preposicionais como genitivos. É verdade que a literatura inglesa requer freqüentemente uma certa familiaridade com a alusão clássica, mas tal conhecimento pode ser adquirido de livros de mitologia clássica e da leitura dos clássicos em tradução. Não consideremos o raciocínio daqueles que alegam que precisamos do grego, ou do latim, para dissecação ou disciplina: experiências infelizes na aprendizagem de línguas clássicas desviaram mais de um estudante da aprendizagem em geral. Não tivessem os meios de comunicação de massa convertido o homem de ser pensante em ser comprante, a resposta a nossa pergunta seria auto-evidente. O grego, assim como os objetos sem preço, não tem valor. 
"O grego vale apena?" Não, não se você for capaz de fazer essa pergunta. O grego é comunicação com gênios, é uma experiência estética, é, para falar simplesmente, fruição (...)

Notas
1. Matemático grego (séc. III a.C.)

2. Compilador (séc. V d.C.)
 

tradução por Jorge Piqué